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11 de maio de 2001
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321/2001 Conclusao de pesquisador sobre homossexualidade gera polemica
/ Nova Orleans, E
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Pesquisa sobre homossexualidade gera polemica 321/2001
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NOVA ORLEANS - Pesquisa do professor da Universidade de Columbia,
Robert Spitzer, apresentada na reuniao anual da Associacao Psiquiatrica
dos Estados Unidos (American Psychiatric Association, APA), provocou grande
debate a respeito da homossexualidade.
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O estudo, divulgado na quarta-feira, concluiu que homossexuais podem mudar
de orientacao mediante terapia e se de fato se propoem a mudancas. Outro
estudo constatou, no entanto, que a maioria desses intentos fracassa e
alguns chegam a produzir efeitos danosos.
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Spitzer teve grande influencia na decisao da APA, de 1973, que excluiu a
homossexualidade da lista oficial de desordens mentais. Ele contou que
comecou o estudo, recentemente concluido, de maneira cetica. "Como a maioria dos
psiquiatras, pensei que ninguem poderia mudar a sua orientacao sexual.
Agora ja penso que isso e falso. Algumas pessoas podem e de fato mudam", disse.
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O pesquisador contou que entrevistou 143 homens e 53 mulheres, pessoas que
submeteram-se a terapia chamada "reparadora". Elas mudaram sua orientacao,
passando de homo para heterossexuais. Desse universo, 66% dos homens e
44% das mulheres entrevistas asseguraram que agora tem um "bom desempenho
heterossexual".
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Por causa da combinacao de terapia e oracao, 17% dos homens e 55% das
mulheres informaram que nao tiveram atracao homossexual ate aqui; 29%
dos homens e 63% das mulheres tiveram uma atracao "minima" para com
o mesmo sexo, informou o diario The New York Times.
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Para que a mudanca ocorra, os homossexuais devem estar "altamente
motivados". A terapia pode ser psicologica ou religiosa, esclareceu Spitzer,
acrescentando que ele nao oferece a terapia reparadora.
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A APA tomou distancia da descoberta de Spitzer, sob o argumento de que nao
ha evidencia cientifica capaz de demonstrar que a terapia pode mudar a
orientacao sexual de uma pessoa.
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Ja os psicologos Ariel Shidio e Michael Schroeder, de Nova York, disseram que apenas seis dos 202 homossexuais e lesbicas que foram entrevistados disseram que tinham mudado a orientacao sexual. Outras 178 pessoas alegaram
que nao mudaram e 18 se confessaram confusos.
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Schroeder pediu uma pesquisa de longo prazo para determinar a eficacia da terapia. Ele entende que a tal terapia reparadora pode levar a depressao ou a tendencia suicida, se os pacientes nao mudarem de orientacao.
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Grupos homossexuais, contrarios a todo tipo de tratamento dessa especie, criticaram as pesquisas de Spitzer, alegando que a maioria dos pacientes foram encaminhados a terapeutas por grupos que acham possivel a mudanca de orientacao.
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Tim McFeeley, diretor do National Gay and Lesbian Task Force, acusou Spitzer de achegar-se a direita religiosa, que rechaca a homossexualidade. "O publico em geral, e quase todos os grupos medicos legitimos, sabe que a orientacao sexual nao e uma
doenca, que ela nao pode ser curada com terapia reparadora ou com extremismo religioso", afirmou.
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O estudo, entende Tim, tem pouco valor cientifico, pois a amostragem foi feita em organizacoes antigays "e parece ser um preconceito pessoal do pesquisador", afirmou Wayne Besen, diretor de comunicacao da Campanha pelos Direitos Humanos.
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Bob Davies, diretor executivo de Exodus dos Estados Unidos, entidade que trabalha pela mudanca de orientacao sexual de lesbicas e homossexuais, refutou os protestos como nao-validos. "O Dr. Spitzer identifica-se a si mesmo como um humanista ateu",
argumentou Davies.
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Besen disse que a falta de aceitacao e o medo a rejeicao podem ter desempenhado papel chave na decisao de homossexuais e lesbicas ingressarem na terapia de conversao. Os entrevistados apresentaram diferentes razoes para buscar uma mudanca, incluindo o sentimento de que a homossexualidade nao era satisfatoria emocionalmente (81%), devido a conflitos com crencas religiosas (79%), e o desejo de estar e permanecer casado (67% dos homens e 35% das mulheres).
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